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Overated. Esta foi a descrição de Lucas Patrício sobre a avaliação de Mega Man 9. “Idéia maluca”, “serviço porco da Capcom”, “até um fã pode fazer isso” e “Capcom preguiçosa” foram outros termos empregados pelo nosso amigo jornalista-blogueiro e gamer nas horas vagas. Como não é segredo para ninguém, Megaman 9 faz uma retomada ao estilo de jogo de outrora, com gráficos, jogabilidade, sons e desafios oitentistas. O “problema” é que, em meio a polígonos e texturas em alta definição, o jogo em questão destoa dos padrões atuais. Tal característica entusiasmou vários e desagradou a muitos. Este que vos escreve é um dos entusiasmados E entusiastas, assim como a galerinha do Hadouken, por exemplo (sim, eu usei essa frase como desculpa para linká-los e saberem da existência deste post 😀 aproveito o momento e já linko o Continue e Rumble Pack).

Uma crítica constante que vejo em blogs e publicações é a de que a Capcom está numa fase de não inovações. Seus jogos se repetem e a aposta em novas franquias não é lá muito alta. Mais fácil investir em fórmulas consagradas, certo? Resultado disso? Inúmeros remakes para Wii de Resident Evil e trocentos Megamans, ano após ano. Tal feito acabou resultando em um certo desgaste da marca e do personagem Megaman, tornando-o um possível candidato a “novo Sonic”, caso devidos cuidados não fossem tomados. Em tempos de mesmíce, onde arrisco dizer que um Gears of War 2 não adicionará lá muita coisa como fez a sua primeira edição, quem arrisca pode acabar colhendo os louros. A Nintendo arriscou com o Wii e prosperou, por exemplo. A Capcom, temendo o declínio de seu personagem azul, resolveu arriscar também.

“Como colocar o nosso personagem em evidência novamente?”, pensaram os executivos da gigante nipônica. Em um súbito devaneio transcendental, algum companheiro de olhos puxados teve a idéia que iria chacoalhar o mercado. “Vamos de Retrô!”, disse. É quase poética a contradição que é Mega Man 9. Ele inova pela não inovação. Ou melhor, inova até pela regressão. Simplicidade sem rodeios. Um lindo paradoxo. Nada de tramas homéricas ou ambientações colossais. Aqui, o que vinga é o primor dos tempos que já foram. Cada inimigo e cada plataforma pensados e concebidos com esmero, coisa que não se vê muito hoje em dia, reflexo da sociedade da imagem, onde detalhes às vezes supérfluos disfarçam o vazio.

E creio que a geração “high definition” sofra do mal dos polígonos. Para eles, tudo que não agrade aos sentidos mais superficiais não agrada, mesmo que não tenham experimentado determinado jogo em questão. Não digo que o nosso amigo Lucas seja um deles, até porque creio que ele tenha um vasto portfolio de games “retrô” jogados. Conhecendo-o digo sem medo que foi um entusiasta dos primeiros Pokémon, daqueles de Gameboy mesmo. No entanto, é visível em lan houses e locadoras (elas ainda existem?) garotos que não tiveram o prazer de se deleitar ao som de sintetizadores modestos e paleta de cores reduzida. Hoje, o que vale é a lei dos personagens de queixo quadrado e cenários monocromáticos, como dizem os gajos do Rumble Pack.

Após desviar o foco do assunto, voltemos ao Patrício. O garoto cisma em relutar contra um dos jogos de maior destaque deste ano. Por isso, para fazê-lo sentir o prazer de morrer ao cair em espinhos e buracos filha-da-putamente bem colocados, lançamos a campanha: Patrício, adote um Mega Man! Invista dez dólares de seu rico salário e sinta o êxtase puro de matar chefes dificílimos apenas com o Buster, enquanto você desvia de seus ataques certeiros e quase sempre mortíferos! Vislumbre os visuais coloridos e vicie-se nas grudentas melodias oito-bits. Você não se tornará um traidor da alta definição. Você não será mal visto no meio jornalístico. Aliás, creio que a não participação nisso possa afetar, visto que esta pode ser uma nova tendência no mercado. Você não colaborará para a extinção de jogos másculos e sanguinolentos em nossos consoles de alta definição. Sempre haverá mercado para todos os tipos de jogos, então eu lhe digo: Deixe o orgulho de lado e aproveite! Patrício, adote um Mega Man!

Participe da campanha e poste em seu blog! Ajude a mudar o mundo!

Participe da campanha e poste em seu blog! Ajude a mudar o mundo!

Bom, eu ia escrever um texto grande, mas estou com preguiça. Fodam-se.

Meme sugerido pela Miwi há dois anos atrás. Meu desktop é uma releitura Star Warsiana da Santa Ceia.

Com o título extremamente manjado, aviso aos adoradores deste centro digital de informações que o Assopre a Fita como você conhece acabará. Sim, sem dó nem piedade. Só não virará pó porque acho que nem tem como. Será extinto com tamanha crueldade que as centenas de jovens que aqui transitam não conseguirão nem chorar de tanto choque.

Você está estupefato? Lacrimejando? Pois sente-se novamente, deixe eu explicar, seu lazarento! Este blog está fadado ao ostracismo, porém não se sabe se a curto ou a longo prazo. Continue acessando, teremos mais posts daqui pra frente. Nós avisaremos quando chegar a hora. Digo com antecedência que uma nova empreitada está por vir e que o Assopre a Fita estará lá, em nome e em essência.

Aproveitem enquanto é tempo.

É só entrar em qualquer fórum de games que você com certeza verá um tópico destinado ao jogador “hardcore” versus o “casual”. Ao contrário do que os mais pervertidos possam pensar, o “hardcore” não é o que faz sexo selvagem enquanto percorre os tabuleiros bizarros de Mario Party 8, mas sim aquele que tem o hábito ferrenho de destrinchar cada jogo com ferocidade e obstinação. Já o jogador “casual” é a antítese do supracitado. É aquele que joga de vez em quando devido a outras prioridades em sua vida, muitas vezes optando por games sem muita profundidade em enredo e coisas do gênero. Mas provavelmente, se você está lendo isto, você se encaixa no primeiro perfil, tornando este primeiro parágrafo completamente inútil. Fiz você perder um minuto de sua vida. Sue me.

Eu, como um nintendano assumido – oras, como uma amiga minha me questionou, nintendISTA não seria uma palavra destinada ao profissional da nintendo, tal como dentISTA, jornalISTA, neurologISTA? Pensem nisso -, venho a argumentar com antecedência o título deste post: não, não estou me tornando o dito casual devido às plataformas e jogos da Nintendo. Nem tentem começar flamewars, estimados leitores. Deixem-me explicar. Nas últimas semanas me flagrei perdendo, lentamente, o interesse em jogar. Enquanto antes eu re-jogava Super Mario Galaxy e Metroid Prime 3, ao passo em que iniciava novos jogos como Brawl, Ninja Gaiden e Comix Zone (comprados via Virtual Console), agora eu me vejo raramente manejando o pequeno bastão de plástico da Nintendo. What happened?

Mudei de emprego e passei a me dedicar mais. Não, não pensem que virei um rato trabalhador. Começo após as 10 da manhã e saio exatamente às 18 horas, sem nem questionar se devo ficar mais tempo. Também passei a sair mais. Não foram poucas as vezes que eu, na companhia do companheiro de blog e mais um amigo saíamos de nossas aulas noturnas para tomar um belo pileque até as 2 da manhã. Em belas terças e quintas-feiras, ignorando o fato de ter que trabalhar na manhã seguinte. O fato de eu ter uma prima hospedada em casa e de eu ter saído de um relacionamento também contribuem para isso, a rotina fica balançada e quando vemos, ficamos alguns dias sem jogar.

Mas não pensem que isso significa o início do fim de uma prática quase religiosa para mim. É apenas um período com leves turbulências. Apesar de eu não estar no hype de GTA IV e Metal Gear Solid 4, e de nem estar com vontade de gastar rios de dinheiro em jogos para o Wii (mesmo com meu salário tendo aumentado um bocado), sinto vontade de consumir, mas em menor escala. Existem dezenas de jogos old-school que pretendo adquirir no maravilhoso Virtual Console, o Wii Ware está para ser lançado e tenho muita coisa boa para comprar no Wii. Farei isto, com certeza. Porém, no momento, mal consigo parar para jogar Zack and Wiki – não por falta de tempo, mas por falta de vontade. O jogo é excelente, muito bom mesmo, porém o meu desejo é de jogar coisas descompromissadas e leves.

E nisso o Smash Bros. Brawl funciona perfeitamente. Durante algumas noites eu e minha prima nos sentamos em frente ao televisor e travamos várias batalhas, cada uma mais emocionante que a outra. Independente do resultado, as lutas sempre terminam em risadas e momentos “VAI, PEGA A SMASH BALL!”. Lindo. Divino. Fazia um bom tempo que não sentia esse clima de competição. Desde os 16 bits, pra ser mais exato. Seria isto por causa da qualidade dos jogos em si ou fui eu que comecei a adquirir uma postura mais “single-player”? Corrigindo a minha última frase: Halo 3 também é um ótimo exemplo deste sentimento, tal como Mario Kart 64 e Goldeneye.

Não sei como terminar este texto, já que estou escrevendo sem planejamento algum. Acho que a conclusão é simples: se eu, entusiasta dos jogos eletrônicos, me vejo optando por joguetes descompromissados no momento, imaginem os engravatados na casa dos 30 anos (assim como “engravatadas” de todas as idades, porque não?) chegando em seus lares, exaustos e estressados. Tá aí a resposta para os que se acham mega-hardcores quando indagam sobre o sucesso absurdo do Wii. Fim

Ps: É, Miwi. Seu texto parece ter dado uma injeção de ânimos na galera.
Ps2: Este post não tem imagens de propósito. Faz tanta falta assim?
Ps3: Piadinha sobre a terceira geração do Playstation neste espaço.

Antunes era um gamer ortodoxo. Sua barriga saliente denotava um estilo sedentário, típico dos rapazes de comum interesse. Claro, haviam os que exibiam os seus corpos estilo Alazão, porém o senso comum mostra que as habilidades físicas não são o forte dos semelhantes de Antunes. No auge de seus vinte e cinco anos, o rapaz exercia atividades trabalhísticas com uma finalidade específica: polígonos e texturas em forma de armas e pessoas. A cada mês, algumas centenas de reais de seu escasso salário iam para o bolso das produtoras norte-americanas e japonesas, visto que Antunes consumia apenas produtos legalizados. Nada de jogos piratas. Apenas originais, e comprados em lojas brasileiras, para ajudar o mercado. Nada de importar pelo mercado cinza. Sua vida social se restringia a conversas com meros desconhecidos via seu headset e troca de mensagens pelo correio eletrônico de seu Wii.

Por ser um gamer ortodoxo, torceu o nariz ao comprar o Wii; só o fez por força maior, já que sua família condenava o seu uso abusivo dos eletrônicos. A solução perfeita para os seus problemas custaria apenas duzentos e cinquenta dólares, mas a sua política de compra o fez despender de quase dois mil reais. Porém, se a dor de cabeça fosse curada, valeria o esforço. No momento em que o console foi ligado na sala de estar de sua casa, suas irmãs e mãe abriram um sorriso fenomenal, aprovando no ato a compra do “brinquedo”. Logo em seguida, Antunes se viu livre para poder efetuar a compra dos novos mapas de Halo 3 no seu xodó, o Xbox 360. Por sete horas consecutivas, matou e foi morto no ambiente virtual. Sua glória seria eterna.

No dia seguinte, acordou perturbado devido às poucas horas de sono. A sensação era de ressaca e ele sabia disso, apesar de nunca ter bebido na vida. Antunes batia cartão todos os dias às oito da manhã, porém havia três semanas em que chegava consideravelmente atrasado, algo em torno de uma hora. Sua fascinação pelos personagens carismáticos estava interferindo em sua vida física, principalmente após a compra de Smash Bros. Brawl. Estava difícil conciliar a jogatina com Halo 3, e para não perder habilidade em ambos, resolveu aumentar o expediente gamístico. Ao adentrar o recinto em que juntava recursos para a compra de novos jogos, o seu superior o abordou de forma incisiva e bradou, em meio a papéis, planilhas e funcionários desgostosos: “Estou estupefato com tamanho descaso! Retire-se daqui e nunca mais volte, ó crápula irresponsável! Abutre inconseqüente!”

Antunes, parado diante de seu modesto computador, levantou seus olhos em direção ao seu chefe e suou frio. Não se importava em com os xingamentos. Não dava bola para o que os outros ao seu redor pensassem. Apenas entrou em desespero. Sua fascinação por jogos o fazia encomendar de três a quatro deles mensalmente, sem contar com os que comprava online, tanto no Wii quanto no 360. Já tinha concluído cada jogo baixado no Virtual Console e, para piorar, a sua conta na Live expiraria em duas semanas. Por fazer parte de uma família com recursos modestos, não poderia requisitar ajuda por parte de seus parentes e, mesmo que o fizesse, nada receberia além de dores no ouvido e desconforto.

Sua sentença de morte já estava anunciada. Não havia pago pela sua cópia de Brawl e tinha comprado GTA IV e Mario Kart. Para piorar, o interesse da família por Wii Sports começava a se esvair; todos já conseguiram status “PRO” em cada esporte. Para reavivar a chama nintendista na família, tinha comprado também uma cópia de Wii Fit e três volantes extras para Mario Kart. Ou seja, estava chafurdado em dívidas e era tarde demais para retroceder. Ele tinha de encontrar um jeito de se desvincilhar de tamanha furada. Tentou convencer o seu chefe a dar uma nova chance a ele, provou por A + B que seguiria à risca as normas e horários da empresa, mas foi tudo em vão. O desespero era visível em seu semblante, e nada conseguiu a não ser pena e desprezo. Era a criatura mais medíocre do planeta naquele momento. Nem os seus constantes headshots múltiplos em Halo 3 o fariam retomar a honra. A sanindade de Antunes ao pouco foi desfalecendo, fazendo-o perder a razão. As veias em sua testa tomavam proporções descomunais. Perdeu o controle – e não o de seus consoles, para infortúnio do nosso herói.

Saiu do business center em que se encontrava, avançou pelas ruas da megalópole em decomposição e arrancou suas vestimentas superiores. Com trapos rasgados presos precariamente em seus braços e pescoço, não sabia mais o que faria. Uma miríade de possibilidades gamísticas de desfizeram em sua mente e passaria por um período negro em sua vida nerd. Por mais que conseguisse um novo emprego, isto não aconteceria imediatamente. Antunes perderia uma época dourada na nova geração dos consoles. Ele poderia jogar mais adiante, mas ele queria exclusividade. Encomendou com antecedência os jogos supra-citados e pagou caro por isso. Sua dívida se tornaria cada vez maior, mas então ele não se deixou sucumbir aos impropérios do mundo capitalista. Ele decidiu incorporar todo o seu conhecimento gamístico e fazer a justiça com as próprias mãos.

Lembrou-se da Master Sword, espada lendária utilizada nos jogos da franquia Zelda e se dirigiu ao supermercado mais próximo. Deslocou-se até a parte mais distante do estabelecimento e saiu à procura de um artefato peculiar, que o ajudaria a reconquistar o que havia acabado de perder. Empunhou o primeiro espeto de churrasco que encontrou e correu. Invadiu recintos comerciais, abordou transeuntes aleatórios, violou propriedades. Sua loucura o levou a tal ponto em que, em questão de trinta minutos, não portava mais um reles espeto de churrasco e sim uma tímida porém mortal moto-serra, após assaltar uma loja de jardinagem. Agora era um ser perigoso. Deixou de ser um ladrãozinho de rua para se tornar temido no centro da cidade. Não distinguia homens de mulheres, crianças de aleijados. Quem não sucumbisse à sua abordagem criminosa seria mutilado, assim como eram os pobres locusts de seu Gears of War. As ruas tomaram um aspecto de barbárie, com pessoas desesperadas e carnificina descontrolada. O olhar no rosto de Antunes era o de um maníaco sedento por sangue. Roubava carros e se dirigia a pedestres inocentes, ignorando as leis de trânsito e o bom senso. Vivia intensamente cada segundo. Personificava o pior do mundo dos videogames. Matava por prazer.

Em poucos minutos tudo quanto é tipo de força armada estava à caça do outrora pacífico nerd. Ruas eram interditadas e evacuadas. Reporteres destemidos e loucos por uma história digna de ascenção salarial se amontoavam a cada esquina para registrar as cenas grotescas. Até que, ironicamente, foi acertado com um head-shot por um atirador de elite. Antunes, que se gabava e cometia teabags a cada acerto na cabeça de seus inimigos, estava morto. Na vida real. Sem direito a continues.
Durante as investigações, a polícia encontrou centenas de títulos de jogos em sua residência. Logo a mídia de massa atribuiu o fascínio de Antunes aos jogos com suas atrocidades. Dezenas de programas informativos e sensacionalistas condenaram o novo mal do século 21, tal qual padres e mães de família que buscam achar um bode expiatório para a sua performance pífia e medíocre. Gamers e blogueiros protestavam pelo motivo contrário  e GTA IV teve a sua procura intensificada diante da popularização dos fatos.

Como não tenho nada relevante para discutir no momento, fiquem com uma imagem desnecessária.

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Ah, a publicidade! Esta atividade que um dia amei, mas que hoje sinto asco… Como era bom ver aqueles anúncios glamourosos e extremamente criativos para depois discutir e sonhar com os companheiros de sala de aula… As projeções para o futuro, as idéias mirabolantes para os trabalhos em sala de aula… tudo isso sumiu e deu lugar a um sentimento de penúria sem precedentes. Okei, estou enrolando. Hoje estava eu sentado à mesa na hora do almoço, quando, ao ver o jornal local, me deparei com este interessante comercial que usa como referencia um dos jogos de maior respaldo popular vistos ate hoje. Não, acho que pelo primeiro post eu não estou falando do Super Mario. Bem, veja:

 

E este me fez lembrar de um outro, que presenciei na faculdade, em uma “mostra” dos comerciais premiados em Cannes (leia-se: datashow ligado em um anfiteatro).

 

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A Nintendo é constantemente criticada pela sua postura conservadora em relação aos modos online de seu último console, o Wii. Muito se discute sobre os fatores determinantes para tal posição e, entre as especulações mais difundidas, estão a possível falta de infra-estrutura da empresa para comportar tamanha transmissão de dados e também o puritanismo ortodoxo relacionado a filosofia da empresa de manter uma abordagem mais familiar e casual. Porém os seus serviços se mostram, aos poucos, mais integrados com o que o dito consumidor “hardcore” deseja. Prova viva disso é o excelente Virtual Console, serviço onde é possível baixar conteúdo de outrora em poucos minutos e com pagamento direto pelo console. Dentre as novidades para 2008 também esta o Wii Ware, programa de downloads de jogos que visa, além da jogatina, o incentivo para a produção de jogos de menor respaldo comercial, sendo aberto tanto a grandes desenvolvedoras como a pequenas. O canal segue o conceito “Wii for all”, em que todos têm acesso direto a inúmeras possibilidades nos games.
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Recentemente, na última Game Developers Conference – a GDC – Takashi Aoyama anunciou na conferência da Nintendo a criação de um novo serviço para incrementar ainda mais o universo online do simpático console. Seguindo uma linha parecida com a da Microsoft, o serviço – alcunhado como “Wii Pay and Play” (Wii Pague e Jogue, em tradução livre) – será pago e pretende trazer dezenas de vantagens aos seus usuários. Dentre as possíveis novidades podem estar a solidificação dos controversos modos de jogo online, que atualmente pecam em certos aspectos, disponibilização de conteúdo extra como trailers, demos e “skins” personalizáveis e, por fim, liberação de comunicação livre entre os usuários da Wi Fi Connection. Cogita-se a eliminação dos friend codes para os pagantes, assim como a implementação do até então ausente headset para conversas com voz. Mas a talvez maior surpresa foi revelada nesta manhã, pelo diretor da Nintendo of America, Reggie Fils-Aime. Na comitiva de imprensa, realizada na Nintendo World Store de Nova York, Reggie anunciou com visível alegria a parceria entre a empresa nipônica e a conceituada revista masculina de Hugh Hefner, a Playboy.
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O Playboy Channel, como foi nomeado, estará incluso no serviço Wii Pay and Play. Detalhes não foram revelados, mas o esperado é que o canal conte com conteúdo restritamente adulto, controlado e ativado pelo possível headset, juntamente com um rigoroso sistema de verificação de idade. Ou seja, para poder acessar será preciso ter em mãos documentos e também ter a voz reconhecida pela central da Nintendo. Dentre as possibilidades inclusas no serviço, estima-se que a visualização de vídeos e fotos sejam os chamarizes, além de jogos exclusivos ao estilo Wii Ware e skins para mudar a aparência do sistema operacional do Wii, assim como acontece no XBOX 360. Quando questionado sobre a imagem da Nintendo após a parceria, Reggie se mostrou tranqüilo, apoiando-se no discurso de que por ser um conteúdo exclusivo e rigorosamente controlado, não causará impacto negativo na atual “familiarização” da plataforma e que ao contrario, trará mais usuários e ampliará a gama de opções para os usuários do Wii.
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O canal será exclusivo para o Wii, o que pode ser considerado uma boa jogada de marketing contra os seus concorrentes da Sony e Microsoft, já que o Wii é comumente taxado como não apelativo aos jogadores mais ferrenhos. Hugh Hefner, fundador da Playboy, disse estar contente com a parceria e que não poderia haver console melhor para a idealização do projeto. “Sempre sonhei em ver as lindas mulheres de Playboy unidas aos videogames. Isso já aconteceu no passado, mas agora a coisa é muito mais profunda, entende? Sem contar que eu adoro o Wii, me divirto ao jogar Wii Tennis com as minhas garotas.”, brinca Hefner. Não se sabe ainda se o conteúdo incluirá material das Playboys ao redor do mundo. Quando questionada sobre isso, a editora Abril, detentora da marca no Brasil, preferiu não se manifestar.
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O canal tem sua estréia marcada para o inicio do segundo semestre.

Nota: Se saiu uma matéria sobre isso na EGM, eu não vi ainda. Logo, não copiei.

mario_aquecimento.jpgVamos confabular, meus caros amiguinhos?
Estamos vivenciando um momento único na história da humanidade. Um desastre de proporções globais é iminente e causará a morte, o desespero e o desabrigo de milhões de pessoas ao redor do nosso planetinha azul e cinza, independente do poder aquisitivo de cada um. Ninguém se salvará a longo prazo. Estudantes universitários de classe média e pseudo-intelectuais engajados discutem e levantam a bandeira da preservação ambiental, mesmo que após isso eles peguem os seus carros do ano, cheguem em casa e se empanturrem do mais delicioso biscoito italiano e da coca-cola nossa de cada dia. E você, gamer, se importa com tudo isso?

“Mas o que os jogos têm a ver com isso, seu verme pútrido?”
Eu, em minhas filosofias de bar, que após duas cervejas, afloram como espinhas no rosto de uma virgem secundarista satisfeita depois de dois baldes de pipoca acompanhados de um pacote de Ruffles Churrasco, matutei sobre o efeito que os jogos (e todos os outros produtos existentes) têm no superaquecimento do nosso habitat cheio de fezes e lixo hospitalar. Vamos embarcar nesta viagem? Bem, muitos de vocês são bem informados e acompanham diversos dados e entre eles, as vendas semanais e mensais de consoles. Vamos ver o total de consoles no Japão só em 2008?

PSP – 729.489
Wii – 756.797
Nintendo DS Lite – 744.883
PlayStation3 – 252.205
PlayStation2 – 115.087
Xbox 360 – 35.161

Fonte: FinalBoss

No total temos 2.636.622 consoles vendidos, se eu tiver feito corretamente a conta na Calculadora For Windows®. E apenas em terras nipônicas, que possuem atualmente números mais modestos se comparado à terrinha do glorioso George Bush. São quase três milhões de caixas contendo pedaços de plástico, metais, chips, borrachas e muito mais. Cada elemento que compõe o seu videogame do coração exige muita matéria prima e muito desenvolvimento para chegar a sua casa. A carcaça linda e brilhante do seu Playstation 3 gastou energia e recursos, tanto materiais quanto intelectuais. O plástico viajou centenas de quilômetros. Designers despenderam horas e mais horas “tecendo” o seu projeto visual, coisa que também necessitou gastos relevantes de energia. O que falar dos chips então? E dos invólucros dispensáveis de caixa que protegem contra o impacto e ranhuras? Apesar de sua superfície encerada e limpinha, o querido PS3 possui uma alma suja e devastadora (no seu pior sentido). O mesmo vale para o Wii e 360, obviamente.

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Ah, os jogos! Dezenas de lançamentos semanais, vários blockbusteres, campanhas de marketing imponentes e muita, mas muita produção. Toneladas de gases poluentes liberados aos céus como pombos soltos em uma passeata pela paz. Quantidades incontáveis de caixas de plástico, milhões de árvores derrubadas para a produção dos manuais – que, convenhamos, apesar de ser muito bacana possuí-los, são dispensáveis… e não me venha dizer que “AH, MAS QUEM NÃO SABE JOGAR, COMO FICA?” porque hoje a internet está aí pra isso – assim como litros incomensuráveis de tinta para a impressão de cada página que não será lida. Também temos os DVDs, que eu prefiro nem saber do que são feitos. Deve ser uma mistura de matéria prima assustadora (alguma alma tem conhecimento sobre isso? juro que não quero abrir a wikipédia agora).

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Hora de comprar o jogo! Nós, brasileiros agraciados pelos altos impostos e leis não muito a favor dos softwres, temos de recorrer quase sempre à compra online. Presenciamos atualmente um possível boom de novas lojas promissoras em território tupiniquim, mas isso nos grandes centros. Para o resto, a internet ainda é o recurso principal. Nem preciso comentar os gastos com transporte, certo? O jogo não se materializa na nossa frente, ele precisa ser deslocado e para isso é preciso muito combustível. Também tem a caixinha dos correios. E mais um monte de detalhes que desconheço e/ou não lembro.

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Eu sei que isso parece óbvio, mas MUITA gente não pensa nisso ou não tem tal percepção. Vivemos em uma época em que a produção em massa é dominante e isso tem uma influência muito grande no ambiente em que vivemos. Não pense que sou um eco-chato, hipócrita ou coisa do gênero, afinal eu faço parte desse público consumidor. Todo mês compro jogos novos e contribuo para a lenta morte do planetinha querido. É um problema que ainda não se tornou visível a ponto de reagirmos e pararmos de consumir.
O exemplo dos games foi apenas um exemplo (…), já que praticamente tudo que chega às nossas mãos passa por um processo semelhante de produção e despendimento de energia, desde a bolacha Bono que você come enquanto assiste a reprise das Meninas Super Poderosas às três da manhã até o xerox da faculdade jogado no fundo de sua mochila. O que podemos fazer pra mudar isso? Mudaremos? Se for preciso preservar um bem maior, você deixaria o seu hobby de lado? Pararia de gastar energia para entrar neste blog e em vários outros? Boicotaria as revistas impressas? Tiraria o Wii da tomada e reduziria o consumo de deu XBOX? Ou “danem-se os meus netos, vou jogar Halo 3”?

Eu até me estendiria aqui, mas o chefe acabou de chegar e tive de apressar a conclusão do texto ;/