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Como não tenho nada relevante para discutir no momento, fiquem com uma imagem desnecessária.

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Ah, a publicidade! Esta atividade que um dia amei, mas que hoje sinto asco… Como era bom ver aqueles anúncios glamourosos e extremamente criativos para depois discutir e sonhar com os companheiros de sala de aula… As projeções para o futuro, as idéias mirabolantes para os trabalhos em sala de aula… tudo isso sumiu e deu lugar a um sentimento de penúria sem precedentes. Okei, estou enrolando. Hoje estava eu sentado à mesa na hora do almoço, quando, ao ver o jornal local, me deparei com este interessante comercial que usa como referencia um dos jogos de maior respaldo popular vistos ate hoje. Não, acho que pelo primeiro post eu não estou falando do Super Mario. Bem, veja:

 

E este me fez lembrar de um outro, que presenciei na faculdade, em uma “mostra” dos comerciais premiados em Cannes (leia-se: datashow ligado em um anfiteatro).

 

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A Nintendo é constantemente criticada pela sua postura conservadora em relação aos modos online de seu último console, o Wii. Muito se discute sobre os fatores determinantes para tal posição e, entre as especulações mais difundidas, estão a possível falta de infra-estrutura da empresa para comportar tamanha transmissão de dados e também o puritanismo ortodoxo relacionado a filosofia da empresa de manter uma abordagem mais familiar e casual. Porém os seus serviços se mostram, aos poucos, mais integrados com o que o dito consumidor “hardcore” deseja. Prova viva disso é o excelente Virtual Console, serviço onde é possível baixar conteúdo de outrora em poucos minutos e com pagamento direto pelo console. Dentre as novidades para 2008 também esta o Wii Ware, programa de downloads de jogos que visa, além da jogatina, o incentivo para a produção de jogos de menor respaldo comercial, sendo aberto tanto a grandes desenvolvedoras como a pequenas. O canal segue o conceito “Wii for all”, em que todos têm acesso direto a inúmeras possibilidades nos games.
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Recentemente, na última Game Developers Conference – a GDC – Takashi Aoyama anunciou na conferência da Nintendo a criação de um novo serviço para incrementar ainda mais o universo online do simpático console. Seguindo uma linha parecida com a da Microsoft, o serviço – alcunhado como “Wii Pay and Play” (Wii Pague e Jogue, em tradução livre) – será pago e pretende trazer dezenas de vantagens aos seus usuários. Dentre as possíveis novidades podem estar a solidificação dos controversos modos de jogo online, que atualmente pecam em certos aspectos, disponibilização de conteúdo extra como trailers, demos e “skins” personalizáveis e, por fim, liberação de comunicação livre entre os usuários da Wi Fi Connection. Cogita-se a eliminação dos friend codes para os pagantes, assim como a implementação do até então ausente headset para conversas com voz. Mas a talvez maior surpresa foi revelada nesta manhã, pelo diretor da Nintendo of America, Reggie Fils-Aime. Na comitiva de imprensa, realizada na Nintendo World Store de Nova York, Reggie anunciou com visível alegria a parceria entre a empresa nipônica e a conceituada revista masculina de Hugh Hefner, a Playboy.
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O Playboy Channel, como foi nomeado, estará incluso no serviço Wii Pay and Play. Detalhes não foram revelados, mas o esperado é que o canal conte com conteúdo restritamente adulto, controlado e ativado pelo possível headset, juntamente com um rigoroso sistema de verificação de idade. Ou seja, para poder acessar será preciso ter em mãos documentos e também ter a voz reconhecida pela central da Nintendo. Dentre as possibilidades inclusas no serviço, estima-se que a visualização de vídeos e fotos sejam os chamarizes, além de jogos exclusivos ao estilo Wii Ware e skins para mudar a aparência do sistema operacional do Wii, assim como acontece no XBOX 360. Quando questionado sobre a imagem da Nintendo após a parceria, Reggie se mostrou tranqüilo, apoiando-se no discurso de que por ser um conteúdo exclusivo e rigorosamente controlado, não causará impacto negativo na atual “familiarização” da plataforma e que ao contrario, trará mais usuários e ampliará a gama de opções para os usuários do Wii.
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O canal será exclusivo para o Wii, o que pode ser considerado uma boa jogada de marketing contra os seus concorrentes da Sony e Microsoft, já que o Wii é comumente taxado como não apelativo aos jogadores mais ferrenhos. Hugh Hefner, fundador da Playboy, disse estar contente com a parceria e que não poderia haver console melhor para a idealização do projeto. “Sempre sonhei em ver as lindas mulheres de Playboy unidas aos videogames. Isso já aconteceu no passado, mas agora a coisa é muito mais profunda, entende? Sem contar que eu adoro o Wii, me divirto ao jogar Wii Tennis com as minhas garotas.”, brinca Hefner. Não se sabe ainda se o conteúdo incluirá material das Playboys ao redor do mundo. Quando questionada sobre isso, a editora Abril, detentora da marca no Brasil, preferiu não se manifestar.
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O canal tem sua estréia marcada para o inicio do segundo semestre.

Nota: Se saiu uma matéria sobre isso na EGM, eu não vi ainda. Logo, não copiei.

mario_aquecimento.jpgVamos confabular, meus caros amiguinhos?
Estamos vivenciando um momento único na história da humanidade. Um desastre de proporções globais é iminente e causará a morte, o desespero e o desabrigo de milhões de pessoas ao redor do nosso planetinha azul e cinza, independente do poder aquisitivo de cada um. Ninguém se salvará a longo prazo. Estudantes universitários de classe média e pseudo-intelectuais engajados discutem e levantam a bandeira da preservação ambiental, mesmo que após isso eles peguem os seus carros do ano, cheguem em casa e se empanturrem do mais delicioso biscoito italiano e da coca-cola nossa de cada dia. E você, gamer, se importa com tudo isso?

“Mas o que os jogos têm a ver com isso, seu verme pútrido?”
Eu, em minhas filosofias de bar, que após duas cervejas, afloram como espinhas no rosto de uma virgem secundarista satisfeita depois de dois baldes de pipoca acompanhados de um pacote de Ruffles Churrasco, matutei sobre o efeito que os jogos (e todos os outros produtos existentes) têm no superaquecimento do nosso habitat cheio de fezes e lixo hospitalar. Vamos embarcar nesta viagem? Bem, muitos de vocês são bem informados e acompanham diversos dados e entre eles, as vendas semanais e mensais de consoles. Vamos ver o total de consoles no Japão só em 2008?

PSP – 729.489
Wii – 756.797
Nintendo DS Lite – 744.883
PlayStation3 – 252.205
PlayStation2 – 115.087
Xbox 360 – 35.161

Fonte: FinalBoss

No total temos 2.636.622 consoles vendidos, se eu tiver feito corretamente a conta na Calculadora For Windows®. E apenas em terras nipônicas, que possuem atualmente números mais modestos se comparado à terrinha do glorioso George Bush. São quase três milhões de caixas contendo pedaços de plástico, metais, chips, borrachas e muito mais. Cada elemento que compõe o seu videogame do coração exige muita matéria prima e muito desenvolvimento para chegar a sua casa. A carcaça linda e brilhante do seu Playstation 3 gastou energia e recursos, tanto materiais quanto intelectuais. O plástico viajou centenas de quilômetros. Designers despenderam horas e mais horas “tecendo” o seu projeto visual, coisa que também necessitou gastos relevantes de energia. O que falar dos chips então? E dos invólucros dispensáveis de caixa que protegem contra o impacto e ranhuras? Apesar de sua superfície encerada e limpinha, o querido PS3 possui uma alma suja e devastadora (no seu pior sentido). O mesmo vale para o Wii e 360, obviamente.

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Ah, os jogos! Dezenas de lançamentos semanais, vários blockbusteres, campanhas de marketing imponentes e muita, mas muita produção. Toneladas de gases poluentes liberados aos céus como pombos soltos em uma passeata pela paz. Quantidades incontáveis de caixas de plástico, milhões de árvores derrubadas para a produção dos manuais – que, convenhamos, apesar de ser muito bacana possuí-los, são dispensáveis… e não me venha dizer que “AH, MAS QUEM NÃO SABE JOGAR, COMO FICA?” porque hoje a internet está aí pra isso – assim como litros incomensuráveis de tinta para a impressão de cada página que não será lida. Também temos os DVDs, que eu prefiro nem saber do que são feitos. Deve ser uma mistura de matéria prima assustadora (alguma alma tem conhecimento sobre isso? juro que não quero abrir a wikipédia agora).

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Hora de comprar o jogo! Nós, brasileiros agraciados pelos altos impostos e leis não muito a favor dos softwres, temos de recorrer quase sempre à compra online. Presenciamos atualmente um possível boom de novas lojas promissoras em território tupiniquim, mas isso nos grandes centros. Para o resto, a internet ainda é o recurso principal. Nem preciso comentar os gastos com transporte, certo? O jogo não se materializa na nossa frente, ele precisa ser deslocado e para isso é preciso muito combustível. Também tem a caixinha dos correios. E mais um monte de detalhes que desconheço e/ou não lembro.

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Eu sei que isso parece óbvio, mas MUITA gente não pensa nisso ou não tem tal percepção. Vivemos em uma época em que a produção em massa é dominante e isso tem uma influência muito grande no ambiente em que vivemos. Não pense que sou um eco-chato, hipócrita ou coisa do gênero, afinal eu faço parte desse público consumidor. Todo mês compro jogos novos e contribuo para a lenta morte do planetinha querido. É um problema que ainda não se tornou visível a ponto de reagirmos e pararmos de consumir.
O exemplo dos games foi apenas um exemplo (…), já que praticamente tudo que chega às nossas mãos passa por um processo semelhante de produção e despendimento de energia, desde a bolacha Bono que você come enquanto assiste a reprise das Meninas Super Poderosas às três da manhã até o xerox da faculdade jogado no fundo de sua mochila. O que podemos fazer pra mudar isso? Mudaremos? Se for preciso preservar um bem maior, você deixaria o seu hobby de lado? Pararia de gastar energia para entrar neste blog e em vários outros? Boicotaria as revistas impressas? Tiraria o Wii da tomada e reduziria o consumo de deu XBOX? Ou “danem-se os meus netos, vou jogar Halo 3”?

Eu até me estendiria aqui, mas o chefe acabou de chegar e tive de apressar a conclusão do texto ;/