54y56iy67.jpgAntes de mais nada, gostaria de dizer que estou bebado e sem acentos.

Cheguei em casa agora, dez para cinco da manha e me deparei com uma noticia no Wii Brasil acompanhada de um comentario que gostaria de compartilhar com voces. Ela se trata sobre o jogo Endless Ocean para Wii, onde voce controla um mergulhador e explora o fundo do mar interagindo com seres aquaticos, porem tudo isso se da sem um desafio evidente. Voce esta la para relaxar, passar o tempo e vislumbrar o oceano (ate onde eu sei). Um jogo com um publico claramente definido: os casuais (ou tambem pessoas cansadas de tiroteios e assassinatos virtuais, que procuram um “aliviador” para os momentos pos-expediente). O jogo tirou 8 nos sites IGN e 1UP (clique para ler os reviews).

EGM americana se recusa a analisar Endless Ocean
Em sua última edição, a revista norte-americana EGM publicou uma suposta “análise” do jogo de Wii Endless Ocean, alegando que tal título “não é de fato um jogo, e não merece ser analisado como um”. Tal medida foi tomada por fãs como “uma ação para chamar a atenção” – fãs estes que argumentaram que jogos do gênero casual como Brain Age e Flash Focus não só foram analisados pela publicação, como receberam notas altas.

Na matéria, o jogo foi criticado por “não oferecer perigo, conflito, inimigos, uma história, obstáculos, uma barra de energia, ou até mesmo chefes”, elementos chamados por eles de “coisas de jogos”.”

Segue abaixo o comentario de um dos usuarios (Siryus):
….
“Lamentável…
Exemplo típico da caduquice do atual sistema de análises vigente pelos grandes grupos de mídia.
Está na hora de evoluir a linguagem e conseqüentemente o patamar deste setor do entretenimento de massa. Considerar obras interativas que possuem um potencial imenso, como apenas jogos, é uma visão retrógrada, limitante e estagnante. Felizmente existe a Nintendo neste mercado para revolucionar e subverter a lógica das coisas que tendem a se acomodar num sistema em que o lucro sobrepõe-se ao valor artístico. Não é à toa que estas revistas estão em declínio, o mesmo acontecendo com setores da produção que insistem em manter a velha fórmula: “mate o inimigo, ganhe pontos, passe de fase, derrote mais outros adversários, desvie de obstáculos, mantenha o ‘life’ cheio e pra variar, mate mais um pouco”. Este esquema foi útil nos primórdios da linguagem interativa, mas hoje, quando a indústria se torna a vedete do entretenimento, se mostra desestimulante. Vemos toda hora, bolhas econômicas surgindo, graças à usurpação sem trégua de determinado recurso, sem que haja uma renovação. Era isto que estava acontecendo com o mercado de “games” até a Nintendo “por questão de capacidade e também de sobrevivência” se ver obrigada a mudar um pouco as coisas. Uma mídia tão fantástica que converge as grandes formas de expressão artística como cinema, literatura e música, acrescentando ainda a não menos fascinante interatividade, ficar restrita à plataformas que conseguem vender apenas pouco mais 100 milhões de unidades quando obtêem sucesso, enquanto canais de televisão, discos, livros e filmes conseguem atingir o mercado de massas com muito mais facilidade em um mundo com mais de 6 bilhões de pessoas; é um contra-senso. Ainda há muito por evoluir e agregar em público, mas para isto é preciso deixar preconceitos arraigados de lado e explorar muito mais a linguagem interativa que possibilita aprofundar experiências emocionais como nenhum outro meio consegue, pois assegura vivenciar fatos e sentir as conseqüências de determinada ação. Gerando assim uma reflexão que só obras artísticas propiciam, para aí sim, como toda arte, se tornar uma forma de elevação humana, e, o melhor, com diversão. Este, na minha ignorada opinião, é o caminho e o desafio da indústria, se quiser galgar a posição que merece e o respeito da maioria do público.”
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Sou fa da EGM, apesar de muitas pessoas criticarem (varias vezes baseados em argumentos pifios e infundados), porem nao sei de que lado ficar (ate porque o alcool em minha mente nao permite tomar decisoes coerentes), mas a principio me pareceu uma atitude um tanto quanto dispensavel, visto que em cima dos argumentos citados, segundo a EGM, um jogo PRECISA conter as caracteristicas por eles exemplificadas, o que nao necessariamente reflete a realidade. O primeiro Mario Bros. nao continha uma barra de energia. Isso o descaracteriza como um jogo? Mercury Meltdown nao possui historia ou chefes. Tudo bem que aparentemente Endless Ocean nao possui nenhum destes itens – segundo a revista – no entanto eles poderiam simplesmente nao publicar conteudo algum sobre o jogo ao inves de trata-lo com descaso, talvez ate o ridicularizando. Posso estar vendo isso sob uma perspectiva incompleta, mas me aparenta falta de parcialidade no caso. Nao consideram Endless Ocean um jogo? Deixem quem o considera avalia-lo. Afinal a EGM eh sobre jogos, nao? Entao se o jogo nao eh um jogo, nao faz sentido nem comentar algo sobre.
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Concorda? Discorda? Falei besteira? Estou bebado ainda? Discorra sobre.
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