ignition.jpgNo último ano a indústria do entretenimento eletrônico presenciou um fato inédito: o interesse incomensurável das massas pelos videogames. A culpada por este feito é a Nintendo, que com a sua estratégia de abraçar esta fatia carente do mercado, conseguiu conquistar milhões de não-jogadores por todo o globo. Tal iniciativa agradou as softhouses, sobretudo as iniciantes, que viram no Wii e no DS um laboratório de desenvolvimento de capacidades e criatividade. Um exemplo disso é a inovadora Ignition Entertainment, que ao contrário de muitas outras “thirdies”, produz jogos simples e de qualidade para o console de mesa da Nintendo. O exemplo-chefe para ilustrar é o seu título Mercury Meltdown Revolution, que a princípio parece apenas mais um port de Playstation 2 mas que na verdade é a reinvenção da franquia. O jogo em questão, apesar de ter sido lançado em outros dois consoles anteriormente, agradou a crítica especializada, garantindo média 77 no site Metacritic.com.

A softhouse, vendo a aceitação e as boas vendagens do jogo, imediatamente começou a produção de um novo título da franquia, desta vez exclusivo para a plataforma da Nintendo. O projeto, que já está em fase de conclusão, é um experimento que faz parte de uma ação conjunta da Ignition com a Nintendo, e dá continuidade ao bem sucedido plano de expansão dos games no grande público. Com os mercados principais já bem explorados e rumando para uma possível estagnação nos próximos anos, as empresas visam conquistar os países onde a comercialização dos videogames ainda não é tão abrangente. Em uma reunião recente com a imprensa especializada, o porta-voz da Ignition, Yosef Parker, surpreendeu a todos: “Nesta nova fase de expansão do público casual, daremos ênfase a certos mercados ainda mal explorados e com pouco investimento. Logo no início do ano colocaremos os nossos esforços na América Latina, a começar pelo Brasil.”

Analistas acham uma manobra arriscada, porém pode dar certo. O mercado brasileiro de games ainda está recobrando as suas forças desde o seu declínio com o fim da era 16-bits. “A pirataria e os impostos absurdos são os nossos maiores obstáculos, mas o corte nos preços e a distribuição digital irão nos ajudar”, diz. Para o início da chamada “invasão latina”, Yosef anunciou que o novo jogo da série “Mercury Meltdown” terá uma temática tipicamente popular e brasileira. O jogo em questão terá o endosso da cantora baiana Daniela Mercury, custará R$ 49,90 em lojas populares e terá um título sugestivo: Daniela Mercury Meltdown: No calor da Bahia. Com o lançamento, portas serão abertas pela empresa, onde rumores dizem que acordos com as importadoras e distribuidoras do país trarão consoles com o preço 30% abaixo do atual. Com o tempo e dependendo do sucesso, esforços maiores serão feitos.

O jogo terá a mesma premissa dos anteriores: você controla uma bola de mercúrio e percorre labirintos com obstáculos e a sua missão é chegar a um determinado ponto. Tudo isso usando o sistema de movimentos do Wii Remote, que permite maior imersão e sensitividade. A diferença nesta versão está basicamente nos cenários, construídos com a temática “do axé” e do verão, e nas músicas. A trilha será composta de sucessos de Daniela Mercury como “O canto da cidade”, “Rapunzel” e “Maimbê Dandá”. Especula-se que haverá a participação ativa da cantora no jogo, na forma de vídeos tutoriais e bônus destraváveis como fotos artísticas e biografia. A Ignition Entertainment divulgou a boxart, confira abaixo.

O título tem previsão de lançamento para o Carnaval.

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O advogado do Assopre a Fita aconselhou: Esta é uma notícia fictícia. 

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