Eu, como gamer (não, eu não como gamers), procuro sempre qualidade nos jogos. Isso é meio óbvio, pois não devem existir muitas pessoas que gostam de jogos bunda-mole. Quando eu acidentalmente compro algum jogo ruim de doer, sinto-me enganado e com pena. Pena das pessoas que trabalharam duro (ou não) pra criar a mecânica do jogo, etecetera e tal. A percepção que tenho é de que (quase sempre) a indústria dos jogos é uma via de mão única. Eles fazem os jogos, nós os jogamos. Não rola uma interação direta entre os produtores e o público consumidor. Tá, existe sim, mas não são todas as empresas que pensam em algo a mais que as verdinhas. Por exemplo, tem jogos que eu já nem cogito mais comprar por eu perceber que está sendo feito nas coxas e sem muito critério. Ou seja, só pra vender mesmo. Tony Hawk eu parei de jogar há uns bons anos (todos parecem ser apenas mais-do-mesmo), Fifa idem (apesar de a última versão ter recebido críticas mais positivas), ou talvez 007.

Estas três franquias são exemplo pra mim (pra mim, pois se você ama essas séries é uma questão de gosto seu =P) de jogos que em um passado remoto foram imperdíveis mas que hoje são “perdíveis” em sua quase totalidade. Qual outro jogo do agente zero-duplo foi tão relevante quanto o clássico Goldeneye? Não que os mais atuais sejam completamente desprezíveis, mas não tem o mesmo appeal do jogo para N64. E foi com um pensamento parecido, suponho, que o próprio James Bond recusou aparecer bondless.jpgem um novo game. Ok, ok, não foi o James Bond e sim Daniel Craig, o atual ator que o representa 🙂 Ele, que diz ser um gamer exigente, jogador de Halo, negou licenciar a sua imagem para a Activision por temer que os próximos jogos fiquem uma bela nhaca. Se ele fez isso porque é realmente um gamer exímio ou apenas para aparecer, eu não sei. Só sei que ESTOU CONTIGO, BOND!

O agente secreto mais bacanão dos cinemas tem um baita potencial para jogos excelentes, mas as últimas tentativas foram medianas. Ele faz parte de um mundo vasto e rico, cheio de situações, locações, desdobramentos e aparelhagem bélica capaz de destruir a lua. Não custa nada criar um game que faça jus à franquia, certo? E Daniel Craig parece dar valor a isso, não apenas nos jogos do britânico, mas em todos os outros. Seria bom se o Tony Hawk fizesse o mesmo, além de muitos nomes por aí. Jogos excelentes nunca são demais. E que o 007 volte para a Rare!

Seria pedir muito para a Rare voltar para a Nintendo também? Não tô sendo ista, mas era uma parceria do caribe, admitamos.

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