halo2.jpgEssa foi a frase que o site IGN usou como chamada para o seu review de Halo 3. Na época, achei um tanto quanto exagerado, assim como as considerações finais do review. Com tanto hype feito em cima, muita gente desconfiou dos reviews, dizendo que eles haviam sido comprados, sendo eles totalmente comerciais. Até apareceu repórter dizendo que tinha recebido suborno da Big M (Sacaram, sacaram? Tem a Big N e a Big M!). Eu torci o nariz pra Halo 3, mesmo sem ter jogado. Como pode tantas pessoas fazer fuzuê por causa de um shooter? UM SHOOTER! Com tantos jogos distintos no mercado, um shooter como qualquer outro é tido como um dos maiores da história? Pura balela, eu pensei. Este nunca foi muito o meu estilo. Joguei alguns bons, claro, mas não sou nenhum viciado. O ultimo que eu joguei pra valer foi Call of Duty 3, pra Wii. Tem Metroid também, mas “shooter” como os outros ele com certeza não é. E então o Lucas foi viajar neste feriado e deixou comigo o seu 360. Com que jogo? Halo 3 itself.

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Tá certo que a poeira do jogo já não esta lá em cima como antes, e tem centenas de milhares de outros sites que já falaram a exaustão sobre o jogo, mas eu preciso falar também. O que eu, Nintendista assumido (sou Ista até no nome, olhe lá em cima!), achei de Halo 3? Vale a pena mesmo ou o jogo é uma bela de uma porcaria e 95% dos reviews do mundo não passam de lixo? Let’s see… O jogo é simplesmente delicioso. Magnífico. Delirante. Gostosíssimo. Transcendental. Na primeira vez que eu o joguei, aqui em casa, em uma reunião degustativa com direito a cervejas e multas de trânsito, achei interessante. Mas a experiência havia sido de pouco mais de trinta minutos. Agora pude jogar com calma, do início ao fim, com amor e carinho. E valeu cada segundo dedicado. O jogo é intenso, non-stop, fácil de ser jogado (não que o jogo em si seja fácil, deu de entender?) e cinematográfico. Hollywoodiense, como diria o seu Zé. A sensação de invadir uma “aranha-robô-gigante” em pleno movimento, liquidar todos em seu interior, detonar as suas pernas, fugir de seus raios mortais e atirar pra tudo que é canto é fenomenal. Impressionante. E tudo isso no meio de uma baderna gigantesca, ou seja, naves aliadas e inimigas disparando tiros em todas as direções, jipes armados fazendo rally bélico e monstros gigantes bradando palavras feias em português. Uma guerra épica e inesquecível.

O jogo consegue manter um ritmo muito bom, e em praticamente todas as ambientações tem centenas de inimigos para matar. E matá-los é prazeroso. Em vários momentos senti aquela sensação de “EITA JOGO BAO!”, com direito a arrepios na nuca, empolgação e vontade incessante de continuar a jogar (nos momentos de pausa obrigatória como almoço, sono e atividades sociais). Vários jogos que joguei ultimamente eu gostei, mas Halo 3 foi um que fez mais: ele me deixou satisfeito. Deixou-me com aquela sensação de missão cumprida. Sabe quando você joga e sente que esta dentro do jogo? Que o personagem que você controla responde exatamente como você quer, sem que você precise ficar fazendo macumba pra isso? (Quantos “vocês” nessa frase…) Pois foi isso que aconteceu comigo. Existem alguns probleminhas, como o controle de alguns veículos (o que vai contra o que eu acabei de dizer), mas nada que afete a experiência do jogo. Poderia afetar, mas eu pelo menos pensei “ah, o jogo é muito bom, dane-se esse detalhe”. Mas se tem algo que poderia ter tido um capricho um pouco maior são as cut-scenes. Esse problema eu vi também em Corruption, onde o visual do jogo é bom mas as cenas não-jogáveis são completamente destoantes. Em Metroid era a movimentação pífia dos personagens, mais artificial do que os jogadores em Fifa 97. Já em Halo 3 o problema é a frame-rate, que cai MUITO em algumas cenas. Tem uma que parece uma animação stop-motion (daquelas feitas de massinha, saca?) de tão baixa que fica. Mas mais uma vez isso acaba sendo um mero detalhe terciário.

E que trilha sonora é essa? Não quero parecer um fan-boy entusiasmado, mas ficou divina. Tudo no momento certo e no tom certo. E nas batalhas épicas onde começa a tocar a musica-tema do jogo então? Delirante. Halo 3 estará no meu próximo CD de musicas de jogos, com certeza (sim, eu ouço videogame music no carro, podem xingar).

Bom, posso dizer a todos que Halo 3 já faz parte do meu Top-10 de jogos inesquecíveis. Estou entusiasmado aqui feito criança pequena, e não é pra menos. O jogo me proporcionou momentos orgasmáticos em frente a TV, puro entretenimento. E tudo isso apenas no single-player. Não sei se tudo isso que eu falei se aplica aos fãs mais rigorosos de shooters, pois pra eles Halo 3 pode parecer um tanto quanto simples. Mas tem ação, e muita, e acho que isso já conta muitos pontos. A seqüência final me deixou com os olhos brilhando, e ela ganhou um lugar especial ao lado de Ocarina of Time e Metal Gear Solid 3 na minha sala dos finais jogáveis eletrizantes. Não jogou ainda? Corre imediatamente pro 360 e debulhe! Já estou com saudades do jogo e se eu pudesse, apagaria ele da minha memória, só para poder jogá-lo novamente com a mesma intensidade e excitação. Alguém tem um cigarro?

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