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Eu sou completamente alheio ao processo de criação de um game. Já dei uma olhadela sobre o assunto no Cuba Games, mas mesmo assim não conheço muito. Se fosse pra eu trabalhar com games, provavelmente eu estaria na elaboração do roteiro e história do jogo. Caso alguém que trabalhe com isso leia, é assim mesmo? Existe uma pessoa SÓ para isso? Alguém que defina sobre o que o jogo vai ser, qual a ambientação, falas, plot twists, finais cinematográficos e surpreendentes? Se houver, é esse o cara que eu quero ser. Já ouvi falar no termo “Game Designer”, mas não sei o que ele abrange. Não sei se é o cara dos conceitos ou o que põe a mão na massa. Tem alguns jogos que me fazem ter esta vontade, mas uma série em especial me cativa: Metal Gear Solid. Na minha opinião, em termos de história e desenvolvimento de trama, é a melhor série já criada. Tá certo que existem vários jogos que nunca joguei, mas não consigo tirar da cabeça as cenas, os diálogos, o gameplay. Quem diria que horas e horas de áudios seriam tão absurdamente lindas? Vou parar por aqui senão fujo do foco. Outras séries também me chamam a atenção neste aspecto “roteirístico”, mas com menos força que MGS. No caso, Zelda. Acho que trabalhar com isso deve ser extremamente prazeroso, embora eu saiba que muitas vezes rola a pressão, os prazos e as limitações – tanto de recursos quanto criativas. Alguém sabe quem aqui no Brasil pode oferecer algo assim? E a remuneração?

Mas, como por aqui não temos nenhuma Kojima Productions, EA ou EPIC Games da vida, vamos para a próxima opção trabalhística: Marketing. Eu sou um estudante de publicidade, logo nada mais justo do que unir o útil ao agradável. Mas acho que eu só iria gostar de fazer parte do Marketing de uma empresa de games se ela fosse a Nintendo. Eu sei, estou parecendo ista, mas a relação que eu tenho com a Big N vem desde os meus tempos de molecagem virtual. Ela simplesmente faz parte da minha vida, e eu seria uma pessoa feliz, assim como disse Reggie na conferência da Nintendo nesta última E3. Vou continuar sonhando.

Por último, mas não menos importante, o jornalismo de games. Pra mim seria a opção mais palpável, visto que temos diversas revistas por aí, além de bons portais de jogos.

Abre parênteses! Por sinal, alguém aí trabalha em algum destes sites maiores? Perdoem-me pela ignorância, mas como funciona? Não sei, tenho a impressão de que não deve ser algo remunerado e de que é uma atividade que puxa mais pro hobby. Eu sei, essa é uma visão meio retardada minha, admito, mas eu realmente desconheço. Fecha parênteses!

Vejo por aí alguns iniciantes no ramo, como o Luck, que está mandando muito bem com os seus reviews, entrevistas, matérias jornalísticas e até programetes televisivos online (televisivos online? fez sentido isso?). E outros mais estabelecidos, como o Fabio, que se não me engano faz parte da EGM e Nintendo World. Eu realmente tenho uma certa vontade de me jogar na área, mas sei que me faltam pré-requisitos, como por exemplo domínio das “técnicas” jornalistas. Pra escrever sério é preciso saber de certas coisas, e não apenas escrever na louca, como estou fazendo aqui. Se chegar uma hora e eu decidir que é isso o que eu quero certamente vou estudar pra corrigir essa minha falha. Por sinal, esses dias vi no jornal local da cidade uma página semanal dedicada aos games, e digo que me senti imensamente tentado a roubar o espaço pra mim. Eu e meus planos maléficos. Bwa ha ha.

Em tempo: Lançamento de um livro que talvez tenha uma ou outra resposta pra mim e muitos outros. Ou não.

E o que o meu camarada de blog acha disso tudo?

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Há poucos minutos, nesta manhã de sábado, na conferência da EPIC em Manhattan, baladala área nova-iorquina conhecida pelos seus arranha-céus e por sua característica cosmopolita, o vice-diretor de marketing da empresa, Jonathan Brockwood, surpreendeu a todos. Ele afirmou, nitidamente empolgado com a idéia, que o Capitão Nascimento será o protagonista da tão aguardada sequência de Gears of War, para Xbox 360. Capitão Nascimento, para quem não sabe, é o integrante do BOPE na película brasileira “Tropa de Elite”, do diretor José Padilha, interpretado por Wagner Moura. Ele (o Capitão) ganhou notoriedade no cenário nacional devido à sua forma peculiar de agir: duro, incisivo, imponente, temido e, quando necessário, demasiado violento (o uso de torturas pelo Capitão foi motivo de diversos debates entre pseudo-intelectuais e também em programas de auditório noturnos). Porém, apesar de toda essa fama de Rambo Tupiniquim, Capitão Nascimento é apenas mais um cara tentando ganhar a vida, com sentimentos como qualquer outra pessoa. A performance do Capitão surpreendeu Jonathan, que teve acesso ao filme de formas ilícitas, visto que a divulgação em terras extra-brasileiras não foi muito expressiva até o momento. “Nascimento reflete exatamente o clima que desejamos para a sequência do nosso jogo, sendo o substituto perfeito para Marcus”, diz ele. A EPIC há pouco tempo vinha negando uma continuação, mas boatos rondavam os bastidores do entretenimento eletrônico. Questionado sobre o futuro da série e pela inserção do nosso representante conterrâneo, Jonathan deu informações que podem não agradar os fãs incondicionais da série, como a morte de Marcus logo na primeira hora de jogo. “Ele estará lá, e você poderá controlá-lo, mas não por muito tempo”, diz. Quanto ao uso de torturas, a EPIC diz ter um pouco de receio, pois as peculiaridades de Capitão Nascimento no campo de batalha poderiam vir a deixar o jogo com a classificação “Adults Only”, impedindo o jogo de ser vendido na maioria das redes e talvez até gerando uma possível aversão ao título, como aconteceu com Manhunt II, prestes a ser lançado com cortes. Mesmo com possíveis impasses, como este citado e também as negociações sobre o uso de imagem de Wagner Moura, a EPIC está confiante no projeto, que está previsto para o final de 2008.

Resident Evil, o jogo, inspirou-se em uma formula consagrada por Alone in the Dark, adicionando terror, calafrios, noites mal-dormidas e medo de atravessar aquele corredor escuro no meio da madrugada, antes de voltar pra cama. Mesmo com gráficos não lá muito realistas na primeira versão (ah, na época era legal, vai?), o jogo fez o terror da molecada lá pelos idos de 1996. Eu me incluo nessa, claro. Alguns anos depois (ou um ano apenas?) saiu a segunda versão, e me lembro de ficar folheando e re-folheando as paginas da finada e querida Ação Games, admirando e imaginando quais sustos me aguardavam na seqüência de Resident Evil. Dois CDs? Dois personagens diferentes? Demais! Um tempinho depois, o meu favorito ate então: RE3 – Nemesis. Época de ouro, oras bolas. Vocês não sabem o desespero que me dava ao presenciar o maldito Nemesis quebrando uma janela a dois palmos de distancia de mim. Serio. Eu gritava insanamente, levantava e ficava eufórico, completamente desesperado enquanto o desgraçado corria atrás de mim. O tema do Nemesis me presenteava com algumas belas cuecas marrons. Acho que este foi o que mais me afligiu em toda a minha historia com os games, junto com a musica do Sonic se afogando. E então saiu o primeiro filme baseado no jogo. Tinha a ver, mas não muito. E saiu o segundo. Tinha um pouco mais de referencia aos jogos, como a cidade destruída, Nemesis e outras coisas. Mas também não achei lá a melhor adaptação do mundo (posso estar confundindo as coisas, mas não é no 2 que o Nemesis fica BONZINHO no final? Bah, que bela palhaçada!). Logo me vi jogando Resident Evil Zero para o GameCube, muito bom também, mas nunca o fechei (alias, obrigado ao leitor assíduo Thiago Branco por ter emprestado semana passada. Os deuses dos games hão de te presentear). Alguns sustos e momentos tensos, como em todos os outros jogos. Outros bons anos depois, momentos non-stop de tensão e pavor me maravilharam com RE4. Ah, o desespero! Milhões de pseudo-zumbis-aldeões correndo feito loucos, bradando palavras de baixo calão em um espanhol sofrível, gemendo e tendo as suas cabeças deformadas por seres bizarros. E aquela seita bizarra lá pelo meio do jogo? E as cenas interativas? Oh Capcom, mas que bela reinventada na serie! Poucas conseguem fazer como voce! Muitos detestaram a mudança, mas eu achei que foi bem interessante. Hoje vejo o trailer de RE5 com o quíntuplo de insanos correndo atrás do personagem e ate passo mal imaginando a agonia que deve ser jogar isso. Ah, e o review do terceiro filme da serie? Não sei, gente. Não assisti.

Ps: Seria eu um mau gamer por não ter assistido esta maravilha em forma de película?
Ps2: Este texto foi escrito em um Word falho com um teclado sem acentos.
Ps3: Ta dando preju pra Sony

Foram revelados os vencedores do BAFTA Video Game Awards (British Academy of Film and Television Arts, ou Academia Britânica de Artes Televisivas e Cinema), onde Bioshock faturou o título de Melhor Game do ano para o 360 e Wii Sports levou seis prêmios em categorias diversas. A Sony ganhou quatro prêmios, dois com Okami e dois com God of War 2, nenhum para Playstation 3. Ano que vem é o Assopre a Fita cobrindo o evento e ficando até tarde nas festinhas pós-cerimônia. Veja a lista dos vencedores abaixo:

Ação e aventura: Crackdown – X360

Direção de arte: Okami – PS2

Melhor jogo: Bioshock – X360

Casual: Wii Sports – Wii

Jogabilidade: Wii Sports – Wii

Inovação: Wii Sports – Wii

Multiplayer: Wii Sports – Wii

Trilha Sonora: Okami – PS2

Esporte: Wii Sports – Wii

Estratégia / Simulação: Wii Sports – Wii

Estória e Personagens – God of War 2 – PS2

Uso de Audio: Crackdown – X360

BAFTA One’s To Watch Award in association with Dare to Be Digital (ah, não vou traduzir isso) – Ragnarawk

Prêmio PC World Gamers’: Football Manager 2007

Chupado do IGN

E a Nintendo faz escola. Mais uma vez.

Microsoft inicia campanha para oferecer conteúdo diversificado para diversão ”familiar”.

É. O mercado está mudando. Parece que até o 360, console lotado de testosterona, terá jogos para o grande público. Tirem suas próprias conclusões.

Falando em casualidade, confira um post bacana no Disk Chocolate.

Esses boatos existiram desde sempre, franquias famosas da sony sendo portadas para o  360, sonhos ou realidade, aparentemente nunca saberemos ao certo, pelo menos até o dia da definitiva negação ou anunciação dos títulos,  as meninas dos olhos da sony, MGS4 e FF, sempre foram alvos dessa boataria, que nunca cessa.

 Recentemente a Microsoft fechou acordos com a Konami, de valores elevados, e logo os rumores sobre a ida de MGS4 para o 360 foram lançados, respondendo aos rumores, Kojima em pessoa disse para ficarem de olho no site da Konami para novidades em breve, preparem o f5 rapazes.

Quanto ao FF o rumor se deve ao fato da engine do jogo estar sendo portada para o 360, o que poderia significar a incursão da série a biblioteca do console da MS, sob meu ponto de vista talvez sejam apenas outros jogos da square sendo produzidos, como o lindo Last Remnant, mas um FF a mais sempre vem bem a calhar.

Quanto a vocês leitores, essas notícias chegam a chocar, ou são apenas boatos infundados!?

A sony deve se preocupar com a derrocada de suas franchises mais fortes?

fonte: Portalxbox (PXmagazine)

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E começa oficialmente a leva de jogos realmente bons para o Wii! Finalmente, hein?Segundo o IGN, Zack & Wiki é um excelente jogo, daqueles que surpreendem e aparecem de vez em nunca. Leia o review aqui.

O que me intrigou um pouco foi a chamada do texto. “Buy it. Now.” Tudo bem, isso enfatiza o fato de ser um “must-buy”. Mas o que me deixa com a pulga atrás da orelha é que foi o pessoal da IGN que criou um hypezinho em cima dele, como se fossem bons samaritanos. Talvez eles sejam, afinal de contas. Nada como valorizar um jogo com potencial, pois como eles dizem, este é o típico jogo do c*aralho, mas que fica abandonado nas prateleiras. O que achei suspeito também foi o fato de eles, ao final do texto, lembrarem o leitor de que este jogo é 10 dólares mais baratos que os outros para Wii.  Me pareceu como uma promoção do jogo, sabe? “Este é um jogo muito bom, não deixe de comprar no Best Buy mais próximo”. Pode ser tudo teoria da conspiração, mas espero que o review não tenha sido comprado =P

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Agora é esperar os reviews de outras fontes e correr pro abraço. Até agora é compra certa.

O Assopre a Fita tem o prazer de anunciar que em um futuro não muito distante trará algumas novidades bem interessantes. O blog cresceu consideravelmente no último mês, criou vínculos (não-oficiais) com outros blogs, ganhou muitos leitores, levantou questões para serem discutidas e fez brincadeiras nos momentos certos. E há um tempinho atrás, eu e o Lucas, parceiro blogístico, vimos a repercussão do blog e nos reunimos para discutirmos o futuro do Assopre a Fita. Não podemos comentar ainda o que vai ser, nem mesmo dar pistas superficiais, mas podemos dizer que se tudo der certo logo teremos um período de testes do projeto em questão. Dependendo do resultado, criaremos uma estrutura maior para desenvolvermos a idéia com força total em 2008. O que podemos dizer é que contará com a ajuda de vocês, leitores. Todos vocês. Será um caminho longo e difícil, mas que será muito recompensador. Vocês irão gostar. Aguardem.

Ps: Para quem tiver o interesse, coloquei à venda o jogo Harry Potter e a Ordem da Fênix para Wii no Mercado Livre. Você pode dar o lance aqui.

Por ser o primeiro jogo principal de Mario logo apos a versão “64”, Super Mario Sunshine teve uma grande responsabilidade. Ele precisava superar o seu antecessor, tido como revolucionário. Tarefa dura, não? Por se passar em um local que não o Mushroom Kingdom, alguns torceram o nariz para o jogo, incluindo este que vos escreve. Eh um grande titulo, vendeu muito bem, teve notas excelentes e etecetera, mas muitos reclamaram não sentir estar jogando Mario (em algumas boas partes, pelo menos). Mas se teve algo que eu realmente adorei no jogo foi o fator nostalgia.

“Mas como assim, tu não disseste não sentir estar jogando Mario?”

Sim. Mas em todos os cenários você tinha uma parte especifica em que Mario perdia o seu FLUDD (maquininha de esguicho) e era transportado para um mundo meio que flutuante, onde o objetivo era chegar ao final e pegar a estrela (ou sol, não recordo agora). Só que, para conseguir pega-la, você tinha de passar por diversos obstáculos, pulando de parte em parte. Ou seja, lá estava a essência do Super Mario: plataforma.
Ah, mas que beleza! Que diversão! Só aquelas partes já valiam o jogo, e passei algumas horas tentando e tentando realizar um salto milimetrico para conseguir chegar a próxima parte do cenário. E era dificílimo, pelo menos na época, e pra mim. Tudo isso rolava com uma versão acapella do tema principal rolando ao fundo. Simplesmente fantástico. Se o novo Super Mario Galaxy tiver isso, ficarei extremamente satisfeito, e pelos trailers recentes eu digo que terei espasmos de prazer. Para quem não teve a oportunidade de jogar Sunshine, entenda melhor a descrição acima com o vídeo abaixo:

E que chegue logo o 12 de novembro!

PS: Não era para o Mario estar com o FLUDD equipado aí. Creio que esteja porque o estagio em questão já estava completado anteriormente.