Um mês e um dia após o lançamento de Metroid Prime 3, cá estamos nós para lhes dar umas impressões iniciais sobre o jogo. Sim, só agora, afinal demorou um pouco até eu achar uma cópia não tão cara no Mercado Livre. Agora, o assunto é o onipresente Halo 3, sucesso de vendas e crítica, e enquanto o Lucas não recebe o seu jogo, aproveito para postar antes que Corruption perca todo o brilho por aqui. Pois bem, quero deixar claro que, tirando umas horinhas de Super Metroid, esta é a primeira vez que me aventuro a fundo nas peripécias de Samus Aran pela galáxia. Portanto, quase tudo falado abaixo pode não ser novidade pros veteranos.

Vamos começar pelo começo, né? Posso dizer que estava excitado ao ligar o Wii, e que o menu do jogo só me deixou mais molhadinho. Adorei a trilha usada, junto com o menu contrastante criou um clima de “este vai ser um baita jogo”. Por menu contrastante digo “fundo cinza claro, azul e preto com letras pretas”, ou algo assim (não recordo agora). E lá vamos nós iniciar o jogo. Ele começa no cockpit da nave de samus, onde você, com o Wii Remote, seleciona botões no painel. Logo de cara você já sente que a jogabilidade está uma coisinha gostosinha, mas depois eu falo disso. Rolam algumas animações de naves espaciais voando por aí, com explosões e etc., o que me deu uma primeira impressão não muito boa do jogo. Os rastros das naves são toscos e as explosões idem. Rogue Squadron II para GameCube tem explosões muito mais realistas. Passado o susto, nossa heroína desce em algo que parece ser uma base espacial em algum canto do universo. Agora é a hora em que você começa a controlá-la. Os movimentos são suaves e obedecem com maestria os seus gestos. No texto sobre Call of Duty, publicado alguns dias atrás, disse ter receio quanto a isso. Teria Metroid uma jogabilidade ótima ou ficaria na confusão de CoD? A conclusão a que cheguei foi de que o Wii Remote, quando bem utilizado, faz maravilhas. Só de pensar em usar mira analógica de volta me dá um desânimo. Há a questão do “Samus demora muito para virar em 180º”, mas isso não é prioridade em Metroid. Se isso rolar num Medal of Honor da vida, aí bau-bau, amigo. À medida em que o jogo avança, você ganha acessórios como o “raiozinho-que-faz-você-se-pendurar-nos-lugares-e-também arrancar-a-armadura-dos-inimigos”, controlado com o nunchuck. Muito bom também, bem preciso, assim como os movimentos que você faz em determinadas alavancas, em que é preciso “twistar” o Remote, ou mexê-lo para frente e para trás. Penso que a resposta dos gestos esteja próxima do 1:1.

Então você começa a andar pra lá e pra cá, quando de repente encontra pessoas dentro da base. Aí que rolou a minha segunda decepção, pois os modelos estão FEIOS. Se colocassem os zumbis de RE4 da versão Playstation ficaria melhor. E parece que eles não se movem com naturalidade – isso acontece várias vezes no decorrer do jogo. Depois dessa introduçãozinha básica, Samus parte para o primeiro planeta a ser explorado. O ambiente do planeta é muito bem desenhado, parecendo ser desabitado a algum tempo, exceto pelos aliens que ali residem. Imaginem uma base abandonada em uma pseudo-selva-marrom-de-algum-planeta-miserável-no-canto-da-galáxia. Neste momento que começamos a ver a magnitude dos cenários, onde algumas partes são normais e outras lindíssimas. O mapa é gigantesco e você se verá indo e voltando algumas vezes. A iluminação deles ficou muito boa, com efeitos de luz (sério?), brilhos, blurs e etc. Mas foi no final da fase que eu olhei, parei e pensei: “Obrigado, Retro Studios!”. Eu achei o cenário lindíssimo, todo colorido e cheio de brilhos (nossa, que gay que soou), muito vivo. Eu sempre defendi o Wii na questão dos gráficos, dizendo que ele poderia não ser tão poderoso quanto a concorrência, mas que tinha um baita potencial. E foi ali que tive a certeza. Estou orgulhoso de você, Wiizinho (tirando as falhas supra-citadas, lógico)

Voltando. Eu sou um filhote de Ocarina of Time. O que isso quer dizer? Tomei gosto por dungeons gigantes e cheios de “para-chegar-a-proxima-sala-eu-preciso-desvendar-algo-nesta”. E para quem também gosta disso, Corruption é um banquete. Eu mesmo já fiquei empacado algumas vezes logo no início do jogo, e quando fui ver a solução era simples. Outra coisa que eu sempre lia e não entendia, mas que depois de jogar compreendo completamente: Metroid não é um shooter. Na real, você tem confrontos e etecetera, mas existem momentos em que a última coisa que você quer é ficar atirando nos seres que aparecem na tela. O legal mesmo é explorar, saber como chegar à sala seguinte, examinar, quebrar a cuca, pensar. Esse é o tchan, pelo menos pra mim.

Antes que me esqueça, tem outra coisa que me brocha MUITO no jogo. Lembra quando você jogava algum adventure no SNES, avançava no cenário, matava um inimigo e quando você retornava depois de um tempo ele reaparecia lá? Isso existe em Corruption, e é um saco. Além de parecer mal-programado, é deveras irritante, pois como disse acima, a pira do jogo não é ficar matando criaturas o tempo inteiro.

Já mencionei que os mapas são gigantescos e lindamente planejados e estruturados?

Bom, os sons são excelentes, desde a voz da Samus levando uma pancada (que eu acho “nhui”, como diriam os caras do Judão) até a trilha, que consegue guiar muito bem as emoções do jogador nos momentos certos.

Eu ainda não cheguei a uma conclusão final sobre o jogo, até porque não vi tudo o que tinha que ver. Não sei ainda se o jogo é apenas bom ou se é completamente memorável e chorante. Mas, indubitavelmente é um marco no Wii, e serve de exemplo pras softhouses fazerem jogos decentes para o console, e não apenas caça-níqueis feitos às pressas e com gráficos de PS2. Bem, provavelmente postarei aqui mais uma vez ou outra falando sobre, então fiquem ligados.

Anúncios