Estou prestes a colocar as minhas mãos em uma copia de Metroid Prime 3. Com a greve dos correios, talvez demore um bocado, mas espero que na próxima semana eu já esteja tendo orgasmos com o controle-mais-que-perfeito quando o assunto é shooters. Opa, peraí. Ainda não joguei e a expectativa é grande. Não posso lhes dizer se a jogabilidade é realmente uma experiência que se assemelha ao nirvana, mas espero que sim. Terminei o meu jogo pendente, Super Paper Mario, e tirando alguns extras de RE4, estou sem mais nada para jogar. Então, lembrando da vinda do Metroid, resolvi buscar no fundo do baú um dos primeiros jogos para Wii em primeira pessoa: Call of Duty 3.

Liguei o jogo para refrescar a memória e fazer um comparativo com a aventura de Samus Aran. Lembro-me de quando comecei a jogar pela primeira vez. CoD3 inicia com um mini-tutorial para que você pegue as manhas da jogabilidade, mostrando alguns dos movimentos a serem usados no jogo, como por exemplo: arremesso de granadas, recarga de munição, escoradas e etc. Tudo isso dentro do conceito do Wii, claro. O tutorial serve também para você se acostumar com a movimentação do seu personagem (vamos chamá-lo de “Soldadinho”), e a principio você sente tudo muito esquisito. Ao mínimo movimento do Wii Remote o Soldadinho responde de maneira enérgica. Isso pode parecer bom, mas qualquer gesto um pouco mais brusco acaba resultando em algo que se assemelha a um ataque epilético. Se o seu nariz coçar e você, por costume, coçá-lo com a mão que segura o Remote, a mira perde o seu centro e o Soldadinho começa a rodar feito um louco em torno de seu eixo, sempre mirando pro chão. Claro, você pode customizar a sensitividade da mira, mas não creio que a situação melhore com isso. No calor da batalha, isto pode resultar em algumas balas a mais em seus miolos. Essa questão da mira instável também reflete em alguns dos movimentos que você faz durante o jogo, como por exemplo, a escorada e o lançamento de granadas. Para jogar a granada, você simula o movimento com o nunchuck, mas ao fazê-lo você acaba mexendo também o seu outro braço, e no fim acaba não vendo para onde a sua granada foi, ou a joga para o lugar errado, ou pior: o movimento não é reconhecido e a granada estoura em sua mão. Isso chega a irritar em certos momentos.

Outro momento em que o reconhecimento de gestos falha é quando você precisa ativar uma bomba para destruir um canhão, ou algo assim. Você coloca a bomba no lugar certo, faz um gesto para colocar um pino, outro para girá-lo e outro para tirar o pino. Na ultima parte, você fica como um imbecil tentando e tentando e tentando, sem resultado algum. Extremamente broxante. Em um determinado momento, o Soldadinho precisa dirigir um jipe em meio a um tiroteio incessante, com bombas caindo em todos os lugares e granadas voando pelos ares. Nesta hora, você precisa segurar o Wii Remote e o Nunchuck como se fosse um volante de verdade, e isso te da o poder de sentir que esta dirigindo o jipe. Muito legal a idéia, ate você perceber que esta segurando o Nunchuck a toa. Se você mexer apenas o Wii Remote para um lado e para o outro, o resultado será o mesmo. Mas nem tudo é ruim, visto que a mira funciona bem, uma vez acostumado com ela. Depois de um tempo, fica fácil atirar em seis soldados alemães em uma paulada só.

 Por ser um dos primeiros jogos de Wii, é compreensível que os diferenciais do controle não tenham sido 100% bem explorados, ate por que na época acho que as thirdies não botavam muita fé no console da Big N. O resultado disso é um jogo que poderia ser muito bom, mas que ficou mediano. Com gráficos de Ps2, ele fica bem atrás da versão do 360. Em vários momentos o frame-rate fica baixíssimo, as texturas são simples e os efeitos de fogo e fumaça dão a entender que o jogo foi adaptado sem muito capricho. Fora que em algumas horas você vê sombras de soldados mortos no chão “presas” no teto. São pequenos detalhes, mas que tiram bastante da experiência do jogo. Outro ponto irritante é que você é OBRIGADO a assistir as cut-scenes cada vez que liga o jogo, sem a possibilidade de pulá-las (se alguém souber, avise-me). A historia do jogo me chamou tanto a atenção que se alguém me perguntar, não vou saber dizer. Os personagens não criam vinculo algum de emoção com o jogador, e você acaba por pensar, entre uma fase e outra: “ta, ta, ta… chega de bobagem e vamos pra ação”.

Tudo isso foi para dizer que estou esperando bastante das produtoras daqui pra frente. Que se dediquem mais ao Wii, pois ele tem potencial, e Metroid é a prova disso (espero). Achei que Call of Duty 3 foi uma experiência valida, mas que deixou bastante a desejar. Só espero que as falhas que citei acima não se encontrem em Corruption. Em breve saberei, e assim que possível direi as minhas impressões por aqui (apesar de você poder encontrar vários reviews por ai).

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