Já se foi o tempo em que o Brasil tinha um bom mercado de games (de mesa). Hoje temos a Microsoft tentando, aos poucos e bravamente, ganhar espaço e reestabilizar a bagaça. Mas os preços são absurdamente altos, e mesmo com um corte de R$500, o seu console é deveras caro. A culpa não é deles, claro. Temos de reconhecer o esforço. Mas em outros tempos a história era outra: tínhamos a Tec Toy e a Playtronic, que vendiam sistemas SEGA e Nintendo por aqui. Os preços podiam não ser “de banana”, mas certamente não eram como os atuais. E era uma beleza: vários jogos originais nas lojas, só esperando por nós. Locadoras sempre lotadas, com a molecada disputando pra ter um “Hands-on” do magnífico Donkey Kong Country. As caixas dos jogos todas em português, que maravilha. Hoje, creio que o mais próximo disso é a versão nacional de Viva Piñata, dublada pra essas bandas. Iniciativa muito legal, do caralho mesmo. Pena que tem gente que “acha palha” e faz questão de comprar em inglês, não incentivando a produção nacional. Mas isso não vem ao caso.

Entre cartuchos de SNES e Master System, tínhamos vários jogos disponibilizados nacionalmente. Apenas um ou outro em português “in-game”, mas ok. Um jogo que me lembro de ter jogado bastante em minha infância – e de ter adorado – é este:

Turma da Mônica em O Resgate.

Eu sei, é um hack de Wonder Boy, mas nos éramos crianças na época e não sabíamos. Eu, como fã da Turma da Mônica, achava o máximo ter os meus personagens favoritos na tela do videogame. E era um jogo legal até.

Mas tudo isso foi para questionar você, leitor. Digamos que em pouco tempo os videogames se popularizem no país a ponto de a Nintendo-Sony-Microsoft invistirem pesadamente na produção de jogos em território nacional. Digamos que os jogos fiquem mais baratos (pra isso, nao pirateiem, amigos) e que mais lançamentos como Viva Piñata sejam realizados. Um dos jogos que eu adoraria ver ser produzido e distribuído por aqui é um da Turma da Mônica. Vamos la, deixe o seu lado “só jogo shooters com texturas super-realistas” na estante. Pense macro ao invés de micro. Eu compraria um, caso fosse bem estruturado. Alem de ser algo da minha infância, eu estimularia o mercado nacional, que anda meio bambo. Imagino que seria perfeito para o Wii, sem querer ser Nintendista demais.

Pense nisso, meu camarada. Dê preferência para lançamentos nacionais, se houverem. Pode ser um pouco mais caro, mas é um sacrifício que pode acabar gerando preços mais baixos no futuro. E tente evitar a pirataria ao máximo. Pode parecer careta em um primeiro momento, mas é algo que somente vem a nos beneficiar (alem do fato de que quem pirateia o console fica privado de alguns preferenciais, alem de detonar o console.).

Ps: Texto escrito com algumas cervejas na cabeça.

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