Lendo o livro Homo Ludens, que fala sobre o instinto do jogo na cultura humana, me deparei com um trecho que me fez associar diretamente com o entretenimento eletrônico. Acho que vários gamers concordarão que a passagem a seguir é familiar aos nossos hábitos.

O jogo é como um intervalo em nossa vida cotidiana. Em sua qualidade de distensão regularmente verificada, ele se torna um acompanhamento, um complemento e, em ultima analise, uma parte integrante da vida em geral. Ornamenta a vida, ampliando-a, e nessa medida torna-se uma necessidade tanto para o individuo, como função vital, quanto para a sociedade, devido ao sentido que encerra, a sua significação, a seu valor expressivo, a suas associações espirituais e sociais, em resumo, como função cultural.

 E no caso dos irremediáveis dos MMORPGs:

(O jogo) Situa-se numa esfera superior aos processos estritamente biológicos de alimentação, reprodução e autoconservação.

Claro que a associação com os games foi feita em um segundo momento. O autor do texto acima morreu em 1945, obviamente muito antes de o nosso hobby favorito surgir. (O livro é: “Homo Ludens: O jogo como elemento da cultura”, de Johan Huizinga)

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