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Há poucos minutos, nesta manhã de sábado, na conferência da EPIC em Manhattan, baladala área nova-iorquina conhecida pelos seus arranha-céus e por sua característica cosmopolita, o vice-diretor de marketing da empresa, Jonathan Brockwood, surpreendeu a todos. Ele afirmou, nitidamente empolgado com a idéia, que o Capitão Nascimento será o protagonista da tão aguardada sequência de Gears of War, para Xbox 360. Capitão Nascimento, para quem não sabe, é o integrante do BOPE na película brasileira “Tropa de Elite”, do diretor José Padilha, interpretado por Wagner Moura. Ele (o Capitão) ganhou notoriedade no cenário nacional devido à sua forma peculiar de agir: duro, incisivo, imponente, temido e, quando necessário, demasiado violento (o uso de torturas pelo Capitão foi motivo de diversos debates entre pseudo-intelectuais e também em programas de auditório noturnos). Porém, apesar de toda essa fama de Rambo Tupiniquim, Capitão Nascimento é apenas mais um cara tentando ganhar a vida, com sentimentos como qualquer outra pessoa. A performance do Capitão surpreendeu Jonathan, que teve acesso ao filme de formas ilícitas, visto que a divulgação em terras extra-brasileiras não foi muito expressiva até o momento. “Nascimento reflete exatamente o clima que desejamos para a sequência do nosso jogo, sendo o substituto perfeito para Marcus”, diz ele. A EPIC há pouco tempo vinha negando uma continuação, mas boatos rondavam os bastidores do entretenimento eletrônico. Questionado sobre o futuro da série e pela inserção do nosso representante conterrâneo, Jonathan deu informações que podem não agradar os fãs incondicionais da série, como a morte de Marcus logo na primeira hora de jogo. “Ele estará lá, e você poderá controlá-lo, mas não por muito tempo”, diz. Quanto ao uso de torturas, a EPIC diz ter um pouco de receio, pois as peculiaridades de Capitão Nascimento no campo de batalha poderiam vir a deixar o jogo com a classificação “Adults Only”, impedindo o jogo de ser vendido na maioria das redes e talvez até gerando uma possível aversão ao título, como aconteceu com Manhunt II, prestes a ser lançado com cortes. Mesmo com possíveis impasses, como este citado e também as negociações sobre o uso de imagem de Wagner Moura, a EPIC está confiante no projeto, que está previsto para o final de 2008.

Resident Evil, o jogo, inspirou-se em uma formula consagrada por Alone in the Dark, adicionando terror, calafrios, noites mal-dormidas e medo de atravessar aquele corredor escuro no meio da madrugada, antes de voltar pra cama. Mesmo com gráficos não lá muito realistas na primeira versão (ah, na época era legal, vai?), o jogo fez o terror da molecada lá pelos idos de 1996. Eu me incluo nessa, claro. Alguns anos depois (ou um ano apenas?) saiu a segunda versão, e me lembro de ficar folheando e re-folheando as paginas da finada e querida Ação Games, admirando e imaginando quais sustos me aguardavam na seqüência de Resident Evil. Dois CDs? Dois personagens diferentes? Demais! Um tempinho depois, o meu favorito ate então: RE3 – Nemesis. Época de ouro, oras bolas. Vocês não sabem o desespero que me dava ao presenciar o maldito Nemesis quebrando uma janela a dois palmos de distancia de mim. Serio. Eu gritava insanamente, levantava e ficava eufórico, completamente desesperado enquanto o desgraçado corria atrás de mim. O tema do Nemesis me presenteava com algumas belas cuecas marrons. Acho que este foi o que mais me afligiu em toda a minha historia com os games, junto com a musica do Sonic se afogando. E então saiu o primeiro filme baseado no jogo. Tinha a ver, mas não muito. E saiu o segundo. Tinha um pouco mais de referencia aos jogos, como a cidade destruída, Nemesis e outras coisas. Mas também não achei lá a melhor adaptação do mundo (posso estar confundindo as coisas, mas não é no 2 que o Nemesis fica BONZINHO no final? Bah, que bela palhaçada!). Logo me vi jogando Resident Evil Zero para o GameCube, muito bom também, mas nunca o fechei (alias, obrigado ao leitor assíduo Thiago Branco por ter emprestado semana passada. Os deuses dos games hão de te presentear). Alguns sustos e momentos tensos, como em todos os outros jogos. Outros bons anos depois, momentos non-stop de tensão e pavor me maravilharam com RE4. Ah, o desespero! Milhões de pseudo-zumbis-aldeões correndo feito loucos, bradando palavras de baixo calão em um espanhol sofrível, gemendo e tendo as suas cabeças deformadas por seres bizarros. E aquela seita bizarra lá pelo meio do jogo? E as cenas interativas? Oh Capcom, mas que bela reinventada na serie! Poucas conseguem fazer como voce! Muitos detestaram a mudança, mas eu achei que foi bem interessante. Hoje vejo o trailer de RE5 com o quíntuplo de insanos correndo atrás do personagem e ate passo mal imaginando a agonia que deve ser jogar isso. Ah, e o review do terceiro filme da serie? Não sei, gente. Não assisti.

Ps: Seria eu um mau gamer por não ter assistido esta maravilha em forma de película?
Ps2: Este texto foi escrito em um Word falho com um teclado sem acentos.
Ps3: Ta dando preju pra Sony

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