Rodrigo
Graças ao Fabio, do 16-Bit, a equipe do Assopre a Fita tomou conhecimento de um debate que seria realizado na Mtv ontem no final da noite. Ficamos orgulhosos por podermos presenciar alguém da blogsfera gamer em um programa de abrangência nacional, mas infelizmente ele não pode participar. Porem o programa continuou mesmo assim, mas com personalidades um tanto quanto suspeitas, ao meu ver. Se não me engano apenas um ou dois integrantes do debate eram “usuários” do mundo do entretenimento eletrônico, alem de um senhor estudioso das tecnologias comunicacionais (que em minha opinião foi a referencia da noite), uma tiazona que se achava A conhecedora das novas tecnologias virtuais, mas que na verdade tinha um discurso raso, um rapaz boa-pinta e apreciador das atividades desportivas e sociais (mas que me pareceu ter sido jogado de pára-quedas na conversa, visto que balbuciava e hesitava sempre que alguém lhe proferia palavras como “avatar”), uma mãe de um gamer, contraditória de 5 em 5 minutos, mas que tava bem enxuta pra uma quarentona, alem do controverso Lobão e mais alguém que não me recordo mais. Como já esperava, desde a descoberta do debate, muitos dos temas tratados envolvendo os games foram superficiais e alheios de quem realmente joga. Em outras palavras, a velha discussão do “jogos criam seres violentos e alienados?”, pauta de vários Fantásticos na ultima década. Mas achei pertinente algumas analogias e comparações feitas durante a discussão, como por exemplo a da geladeira, em que o senhor estudioso associava a discussão dos games a uma possível discussão sobre a geladeira. Para quem não viu, foi algo mais ou menos assim: discutir a relação games/isolamento social/violência é a mesma coisa que dizer que abrir uma geladeira para consumir algo faz mal. Ta, foi mais profundo que isso, mas as duas cervejas que tomei fizeram efeito em minha cabeça (Meu santo, beber numa terça-feira? Depois dizem que gamers não socializam…). Também foi questionado se o isolamento juvenil é realmente real, visto que hoje encontros virtuais são feitos tanto em pcs quanto em videogames. Você esta confraternizando de fato ou é tudo uma baita ilusão e você esta desperdiçando a sua vida? Acho que essa discussão não deve se resumir apenas e games e msns da vida, mas também a blogs, jornais on-line e todas as outras formas de interação entre homem e aparelho digital (incluindo o cinema, porque não?)
No fim, achei que tivemos pontos superficiais e discutíveis (a maioria superficiais). Mas não estou criticando, afinal é sempre bom ter os games em pauta na mídia. Talvez não tanto quando são tratados negativamente, mas fazer o que.
Ponto para a Mtv.
Ah, muito boa a aparição “surpresa” de um leitor assíduo do Assopre a Fita no programa, o Rômulo do Cuba Games. Mandem ver, garotos! Ficamos orgulhosos!
Lucas
No fim, nada foi dito que nós, gamers, já não sabiamos, games são como qualquer outra coisa, em excesso é prejudicial; mas por algum motivo, existe uma caça as bruxas nesse segmento, que é alvo de muitas acusações injustas, assim como os RPG’s.
Acredito que seja desinformação da massa, não sabe do que se trata, mas mesmo assim teima em dar opinião, acabam viajando na maionese…
A dita psicóloga que apareceu no programa surgiu novamente com pesquisas médicas que comprovam, 45% dos jovens que jogam videogame tem disturbios de violencia….nem digo nada… 45%??? é muita coisa, agora lembrem-se de que a maioria dos gamers tem de 18 a 38 anos, quem são os jovens aí?
Outra coisa, não é preciso ser médico, mas eu lhes digo, 100% das pessoas que tomam água morrem. Estou eu mentindo? VAMOS PARAR DE TOMAR ÁGUA. Sabemos que não é bem assim, estáriamos atribuindo a culpa a uma coisa sem razão, a mesma coisa os video games, como muita gente joga, é óbvio que no meio haverão seres estranhos, mas não é porque jogam video games…
O pequeno surfista parecia pouco saber também sobre games, “eles se isolam sim, o legal é ir á praia surfar e ir para as baladas”, ora, nós gamers também adoramos sair e ir pra balada, aposto minha mão que qualquer gamer também quer ir para a balada catar menininha como nosso amigo surfista. Mas nosso hobbie consome tempo, e pode ser feito quase o tempo todo, ao contrário do surfe, logo nos jogamos mais, e por fim como gostamos mais de games do que de balada, ficamos em casa, socializando-nos virtualmente, ou em uma descompromissada jogatina singleplayer, tentando vencer a I.A., que mal há nisso?
O que seria o xadrez se não o video game de alguns séculos atrás? (tirado descaradamente do programa)
Sabe o que é pior? Somente gamers vão ler nossos argumentos, temos uma platéia ganha…

11 comments
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Outubro 17, 2007 às 11:55 am
Thiago Branco
concordo com todo o texto, lucas.
eu fiquei sabendo desse debate mas, sinceramente, optei por não assistir. sempre vem aquela mesma ladainha de sempre, que foi citada por você no seu post.
esse debate deveria ter contado com alguém de peso do mundo dos games, pra poder dar de frente com os argumentos lavados apresentados.
é incrível como, num dia, pipocam na mídia informações de que a geração que joga video game (que não são apenas adolescentes) desenvolvem mais rápido raciocínio e tal, e num outro aparece uma relaxada na MTV falando sobre “distúrbios de violência”. ah, vai catar coquinho, sua relaxada!
queria eu um dia ter a oportunidade de participar de um debate desses… acho que perderia a paciência, mas gostaria muito de contrapor o senso comum idiota de alguns…
vida longa aos games e que se fodam os leigos. fim.
ps.: mais uma vez, parabéns pelo post, lucas. expressou bem o sentimento gamer.
Outubro 17, 2007 às 11:57 am
Lucas
Só para dar os créditos, é um dual review, primeiro trecho é do rodrigo, segundo é meu ;D
Outubro 17, 2007 às 12:01 pm
Thiago Branco
então, reiterando, parabéns aos dois, porra!
uhahauuhauhauha!
Outubro 17, 2007 às 12:01 pm
Çardo
Putz, não vi esse debate. ._.
Nem sabia dele..
Mas sei lá. Tanto faz o que os outros pensem.. eu gosto de jogar e pronto.
Mas não sou nerd. Apenas gosto.
Outubro 17, 2007 às 4:11 pm
Lucas Patricio
Eu fiquei sabendo mas não deu para assistir, infelizmente.
Sobre esse assunto: “games e violência”, eu estou fazendo umas entrevistas para bolar uma matéria que daqui a algumas semanas deve surgir no meu blog.
Sobre as opiniões: Concordo com os pontos que vocês citaram. E acho um absurdo culparem apenas os games como influenciadores para violência.
Ótimo post,
Abraços!
Outubro 17, 2007 às 5:48 pm
Romulo De Lazzari
Eu também caí (mais ou menos) de paraquedista na brincadeira. O grande problema que me ocorreu foi o problema técnico com minha máquina minutos antes do programa e a correria que foi para consertar. Quando deu certo, estava na minha hora! PUTA MERDA, fiquei muito nervoso! Dei umas travadas monstras e o Lobão não me ajudou muito (acho que não ajuda ninguém mesmo). Creio que vocês conseguiram assistir o programa melhor que eu e a análise feita por vocês aqui foi perfeita! Parabéns e abraços!
Outubro 17, 2007 às 7:02 pm
Rodrigo Flausino
Alguém teve as “manhas” de gravar o vídeo e mandar pro youtube?
Outubro 17, 2007 às 8:00 pm
Gustavo Oliveira
Tentei ligar igual um filho da puta!
Tenho vários pontos a citar. Mas estou corrido aqui no serviço
Outubro 17, 2007 às 8:07 pm
Gustavo Oliveira
Ah, tem mais, eu fiz uma matéria (na verdade um entrevista)
com a professora da universidade federal da Bahia, Lynn Alves. Foi para o Audiogame, mas como saímos do gamehall acho que está lá no fórum NES ARCHIVE.
Dentre outras coisas, Lynn citou que quando jogamos, apenas criamos uma realidade à parte e que desligamos nosso cérebro do mundo real.
Ou seja, todo mundo sabe quando está ou não está jogando.
Escrevendo assim parece idiota mas a entrevista está do caralho!
Segue o link: http://www.nes.com.br/forum/search.php?search_author=Gus_Lan&sid=6ad0fc6fcdb1abfd5a474490ccec1270
Quem postou lá foi o GUS (gustavo lanzetta. E pelo amor de Deus, não me confundam com ele. Ele é Lanzetta, eu Oliveira)
Outubro 18, 2007 às 5:00 am
CubaGames » Os bastidores da minha participação na MTV
[...] o debate, o Rodrigo e o Lucas fizeram um ótimo comentário sobre o programa, estou de acordo com eles. O tema foi bem legal, é bem pertinente mas é uma coisa batida, pelo [...]
Outubro 29, 2007 às 5:53 pm
CubaGames » Os videogames afastam o jovem da sociedade?
[...] além! Veja o post do assopre a fita comentando o debate e este post do Juuso Hietalahti (em inglês) sobre os benefícios e malefícios do [...]